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Mercado Sept. 10, 2020

Embalagens Flexíveis: Tendências e Desafios do “Novo Normal”

A pandemia do novo coronavírus gerou uma crise inédita em diversos setores econômicos pelo mundo afora. Neste cenário, que exige muito cuidado e assepsia permanente, os produtos plásticos têm sido extremamente úteis para proteção da população sob os mais diversos aspectos. A demanda por embalagens plásticas, por exemplo, aumentou consideravelmente, pois muitos consumidores preferem alimentos embalados em plástico, por questões higiênicas e facilidade de limpeza.

Além disso, com a maior parte da população em casa, os pedidos do sistema de delivery em meio à pandemia também impactaram a demanda por embalagens individuais e por produtos descartáveis. Trata-se de uma mudança no padrão de consumo que deve permanecer mesmo depois que a crise de saúde causada pelo coronavírus acabar, fazendo com que a presença do plástico seja ainda mais requisitada.

Todos esses fatores contribuíram para um desempenho saudável da indústria de embalagens flexíveis no início deste ano. Apesar da crise que assolou o mundo, o segmento viu os indicadores permanecerem estáveis no primeiro semestre de 2020, indo na contramão de outros setores.

Outro ponto que merece destaque é o fato de que, ao longo desses anos, a indústria de embalagens flexíveis foi capaz de implementar soluções inovadoras para os muitos desafios que enfrentou ao longo dos anos. Como já mencionamos aqui no blog, as tendências no desenvolvimento de embalagens revelam, principalmente, as mudanças de perfil dos consumidores, que têm novos interesses, desejos e necessidades. Por isso, é fundamental que as empresas do setor estejam atentas a tais tendências para se manterem competitivas.

Com a pandemia do novo coronavírus, a indústria de embalagens precisou melhorar seu desempenho de várias maneiras, equilibrando metas de sustentabilidade com requisitos de limpeza, higiene e segurança alimentar, que se tornaram prioridades neste momento. Especialistas da consultoria McKinsey & Company afirmam que, no novo normal das embalagens, as empresas precisarão repensar seu foco e abordagem de mercado. Os autores também preveem que o impacto da pandemia altere megatendências que já estavam remodelando a indústria de embalagens antes da crise e elevando o padrão de desempenho do setor.

Novos desafios

Os números têm sido animadores, mas a indústria do plástico ainda encontra diversos desafios pela frente, principalmente em relação à sustentabilidade. Uma das principais tendências do setor nos últimos anos foi a grande mudança no sentimento do consumidor em favor de soluções de embalagem ecologicamente corretas. Com o surgimento e expansão da COVID-19, esse conceito tem sido redefinido juntamente com questões de higiene e segurança dos consumidores, o que deve se tornar uma prioridade deste novo normal. 

Ou seja, manter a segurança, higiene e integridade das mercadorias são os princípios que sempre nortearam a indústria de embalagens, mas que ganharam força durante a crise atual. Embora pareça ser uma tendência temporária, significa que a demanda atual do consumidor provavelmente será por mais embalagens, e não menos. Por isso, é fundamental que as empresas continuem inovando e oferecendo embalagens com design eficiente, prático, que sejam amigáveis ao meio ambiente e envolvam a economia circular, uma cobrança constante de uma sociedade cada vez mais adepta ao consumo responsável.

No e-commerce, que cresceu ainda mais com a quarentena e com o fechamento do comércio, as embalagens ganharão ainda mais importância estratégica, função e significados, que farão delas ferramentas de marketing cada vez mais relevantes no negócio das empresas. Só para termos um panorama: segundo levantamento realizado pelo NZN Intelligence, 74% dos consumidores preferem a modalidade online em relação às compras realizadas em lojas físicas. E uma pesquisa recente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico apontou que, com a crise provocada pela COVID-19, as compras pela internet tiveram um boom de crescimento de 40%.

Vale lembrar que as embalagens são responsáveis pelo contato inicial da marca com os consumidores e promovem a primeira experiência com a mercadoria. Os consumidores têm buscado por embalagens inovadoras que proporcionem segurança, mas também boas experiências. Logo, a indústria deve incorporar novas funções nas embalagens, como “conversar” com o consumidor, estabelecer empatia, esclarecer mais sobre o produto adquirido e estreitar o relacionamento com o cliente.

Design de embalagem pós-crise

O próximo normal também colocará o design de embalagens no centro das atenções. Sabemos que o redesign das embalagens deve acontecer de tempos em tempos para renovar a apresentação visual do produto, mas agora ele se transformará numa oportunidade de marketing e comunicação para as empresas que se dispuserem a renovar o desenho de suas embalagens e atendam às necessidades do e-commerce, de sustentabilidade e higiene, bem como custo, desempenho e conveniência.

Com o crescente número de embalagens competindo por atenção, os consumidores estão exigindo mais informações sobre o que eles realmente estão comprando. Ou seja, o que fica nas embalagens são informações essenciais, com destaque, por exemplo, aos ingredientes – outra questão que tem recebido atenção dos clientes.

Por fim, novos desafios vêm surgindo para a cadeia produtiva de embalagens. A consciência do consumidor sobre as preocupações com higiene e segurança aumentou dramaticamente e provavelmente persistirá por muito tempo, mesmo depois da pandemia; a sustentabilidade, embora tenha ficado em segundo plano neste momento, continua sendo uma tendência fundamental para moldar o setor; o comércio eletrônico exige embalagens com designs que envolvam o consumidor em torno das marcas. 

É preciso que as empresas do setor estejam atentas para essas tendências, que podem impulsionar um crescimento significativo para o segmento. Por outro lado, quem não estiver disposto a seguir essas mudanças, poderá ficar para trás.